
O mundo todo está no clima da copa, todas as nações e nacionalidade num só pensamento, por que o cearense matuto ficaria de fora? Claro como o sol, e óbvio que não!Ele também assisti e comenta como qualquer torcedor, sabedor do assunto, principalmente dos jogos da Brasil.
_Esses "baitinga" tão pensano que é brincadeira de time, vão praquelas "brenha" gastando um "bucado" de dinheiro, dano uma de "bunequeiro" deixano o jogo "correr foxo"! Tem que ser é muito macho pra (ta ali). Dou o "maior dez" quando eles ficam "frescando" com a bola e dribando os "caba" de lá. Se eu fosse o manda chuva só levava "caba quente" dos "cambito fino" que não pedisse "penico" na hora do "pega pra capá", levava só os "verminoso". Bora lá meu povo, num tem negócio de só "triscar" na bola não, se "abofela" com ela e faz gol pra nóis ficar "arrupiado" de alegria. Chuta pra frente vai que você é "cagado" e faz gol, né? Por que se continuar assim nóis vamo ganhar a copa só no dia de "São nunca". Treina, treina e na hora dos jogos fica sendo "maluvido", e é por que o Dunga é do jeito de "papel de enrolar prego", "avalie" se num fosse!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O Cearense na Copa
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Eu sou do tempo
Por que viver nesse mundo moderno sem relembrar o tempo?
Eu sou do tempo em que:
- O ferro de passar era movido a brasa;
- O rádio era do tamanho de uma tv de 14 polegadas,a tv era em preto e branco ligada a bateria(quando estava descarregando agente desligava na hora do intervalo das novelas;
- Para comer cuscuz tinha que botar o milho de molho um dia antes e acordar cedo para botar força no moinho e depois penerar;
- Para comer arroz era preciso pilar pra tirar a casca;
- A louça era lavada(areada) com areia do riacho;
- Pegava água num jumento com ancoreta e a lenha era carregada com cambito;
- Para mulher ter minino a parteira dava fumo pra mulher mastigar e fazer força;
- O caminho mais perto era por varedas e não veredas;
- Chamava sandália Havaiana de japonesa(heheh);
- Antes de dormir os 22 filhos tinha que tomar a benção ao pai e a mãe;
- O copo de beber àgua era com alça e ficava empidurado na copeira azul em cima da cataleira;
- As paredes da casa de taípa era toda estampada de fotos das modelos tiradas da revista;
- Chamava lixo de cisco;
- Para curar gripe era só tomar mastruz com leite;
- Quando sofria queimadura colocava nata de leite ou pasta de dente;
- Quando os vidros de perfumes secavam gaurdava pra enfeitar a pentiadeira;
- A gente ia na bodega pra comprar um metro de fazenda pra fazer camisa e ir as festas de dezembro;
- Para roupa ficar cheirosa colocava no corador depois de ensaboada;
- Quando cortava o pé molhava a cabeça para o sangue parar;
- Tampa de panela era texto;
- Tudo era na luz da lamparina;
- Só existia o sal Pinto e oléo Concentral;
- Rede era tipóia e sem os punhos era tanga;
Esses costumes guardarei comigo e passarei aos meus filhos.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Emoções de antes
Qualquer pessoa que já morou ou teve algum contato com o mato do interior saberá do que estou falando. Posso não ser tão velha assim, mas vivi coisas que ultimamente não seria possível. Essas lembranças aparecem de "bucado" quando a reunião de família é feita. Passar os olhos numa foto é também "emburacar" num filme. Lembro-me das viajens para a cidade, era feita um dia por mês e olhe lá, no dia em que íamos sair, na noite anterior ninguém dormia de tanta ansiedade, pensando no chinelo novo que ia ganhar, sem falar que a medida do pé era tirada com a palha de carnaúba. A ida era de carroça, juntava os meninos "tudim" e a gente ficava enrolado debaixo da "tanga". Era o dia mais feliz da minha vida!
Por favor não façam mais isso! Os riscos que corremos nessa sociedade não nos permite nem sentar na calçada a "tardinha", imagine sair de madrugada de carroça! oh tempo bom que como diria o bom Luiz:Tempo bom que não volta mais!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Mexendo na Cultura
Quero começar minhas publicações informando aos leitores, que toda palavra onde remeta ao vocabulário do interior, será linkado com mais informações e imagens.
O texto que escolhi foi uma letra de canção com viola. Apresentada no livro “Versos Itinerantes – Melhores momentos de Festivais de Poetas e Repentistas do Ano de 2000”. Primeiro gosto do livro. Segundo, sou do tempo em que não existia liquidificador e minha mãe amassava o feijão cozido entre os dedos pra fazer sopa de feijão para a janta (Oh tempo bom!).
Aqui segui...
SÓ TEM ISSO NO SERTÃO
Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira
Um pote de água fria
Encostado no oitão
Um sertanejo suado
Com uma enxada na mão
Por incrível que pareça
Só tem isso no sertão.
Só existe no sertão
Um realejo que chora
Um carão adivinhando
Quando a chuva vai embora
Cachorro acuando peba
E jumento dizendo a hora
E onde existe a peixeira
O gibão mal costurado
O camponês que trabalha
Todo dia no roçado
E vaqueiro de todo jeito
Aboiando atrás do gado
Gente sempre achando graça
Quando se acaba o verão
O grito da codorniz
A catinga do cancão
Passarinho pegando as sementes
Que o camponês pôs no chão
Fumaça de lenha seca
Na cozinha do vovô
Rolinhas fogo-pagou
Meninos cortando os grãos
Que o cacho de arroz botou
Rolinha fogo-pagou
Nasce no sertão também
Uma caçada de tejo
Novenas no mês de maio
Só é no sertão que tem.